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Pesquisa Serasa detecta que 63% das empresas não assinam documentos no ambiente eletrônico

Apesar da preocupação em reduzir o uso do papel, maioria das companhias não adotou o processo de assinatura digital

Ainda que 87% das empresas afirmem se preocupar em reduzir o uso do papel no escritório, 63% das companhias brasileiras de todos os portes e segmentos ainda não adotaram o processo de assinatura digital e/ou eletrônica; continuam gastando recursos naturais ao usar papel e caneta para assinar documentos e lidando com os problemas relacionados ao seu armazenamento. A conclusão vem de uma pesquisa inédita da Serasa Experian, que mostra ainda que dos empresários entrevistados que já tiveram problemas relacionados à segurança do papel, 76% sinalizaram o extravio como o principal motivo, seguido de prejuízo financeiro (10%), vazamento de informações (10%) e fraudes de identidade (5%). Outras situações mencionadas foram fenômenos naturais, como chuvas e enchentes, e perda.

“Ter um documento físico exige muito cuidado no manuseio e envio para as partes envolvidas. O papel abre brechas para fraudes e desvios de informações, o que pode trazer prejuízos consideráveis para uma companhia. O uso de assinatura digital nos processos traz mais segurança, praticidade e economia, além de poupar os recursos naturais e preservar o meio ambiente”, diz o diretor de Identidade Digital da Serasa Experian, Maurício Balassiano.

Outro fator crítico que interfere no cuidado com os documentos em papel é o armazenamento, ainda mais considerando a proximidade da Lei Geral de Proteção de Dados, que exige segurança e transparência no tratamento de dados pessoais.  Segundo a pesquisa da Serasa Experian, das empresas que assinam documentos de forma tradicional, apenas 5% armazenam eletronicamente e depois descartam os papeis. 47% guardam no ambiente digital, mas ainda ficam com os documentos físicos por um determinado tempo e 44% só arquivam os papeis, ou seja, não fazem uma versão eletrônica. Os outros 5% utilizam demais alternativas.

“Fica muito mais trabalhoso e caro controlar um processo quando ele é feito em ambiente físico. Com a chegada da Lei Geral de Proteção de Dados, as empresas vão ter que se adequar para proteger os dados pessoais contidos nos documentos e assegurar os direitos dos titulares em relação a tais dados. Por isso, criar um processo digital será fundamental”, reforça Balassiano.

Assinatura digital traz velocidade aos negócios

Outro ponto que impacta diretamente as empresas é o tempo para a finalização de um contrato assinado. Das companhias dos segmentos de comércio e serviços com 50 a 99 funcionários, por exemplo, que trabalham com a assinatura tradicional, 50% conseguem finalizar seus contratos em até 5 dias. Já empresas com as mesmas características que afirmam atuar com assinatura online, 100% conseguem finalizar dentro do mesmo prazo.

“Algumas companhias já utilizam o certificado digital para cumprir com seus compromissos fiscais mensalmente, mas às vezes desconhecem que é possível assinar documentos digitalmente com o mesmo certificado. Ainda assim, muitas ainda não adotaram esse formato digital em seus processos. É importante destacar além das empresas, as pessoas físicas também podem assinar seus documentos e que esse tipo de assinatura possui validade jurídica, Lei 11.419, de 2006”, diz Balassiano.

O tempo menor para assinar contratos está entre os benefícios apontados pelos respondentes da pesquisa, junto de mais segurança na troca de informações, menos burocracia, menos espaço para armazenar documentos e redução do uso de papel. Entre as empresas que já adotaram a assinatura digital, 44,7% a utilizam há mais de três anos, 25,1% usam entre um e três anos, 15,3% a menos de seis meses, 13,5% de seis meses a um ano e 1,5% não sabe.

Metodologia

A pesquisa realizada pela Serasa Experian entrevistou 735 executivos de empresas de diferentes portes e atuação nos segmentos de Indústria, Comércio e Serviços.

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Amazon e Apple são as empresas mais disruptivas segundo líderes globais de tecnologia, aponta KPMG

Outras empresas também apontadas como possíveis causadoras de disrupções nos mercados são Alibaba, DJI, Google, Netflix, Airbnb, Microsoft, Facebook e Baidu

 

Amazon e Apple são as organizações que mais preocupam os líderes do setor de tecnologia devido à probabilidade de causarem disrupções nos mercados. Alibaba, DJI, Google, Netflix, Airbnb, Microsoft, Facebook e Baidu também estão entre as dez principais preocupações dos empresários. As conclusões são do estudo internacional da KPMG “Empresas disruptivas e modelos de negócios” (do original em inglês, Disruptive companies and business models), que entrevistou mais de 740 líderes de empresas do setor de tecnologia ao redor do mundo.

A pesquisa traz ainda os modelos de negócios mais disruptivos de acordo com os líderes de companhias de tecnologia. Segundo os executivos, as plataformas de comércio eletrônico têm o maior potencial de disrupção tecnológica ao longo dos próximos anos, seguidas pelas redes sociais, em segundo lugar no ranking. Aplicativos de pagamento digital, entretenimento, compartilhamento de transporte, veículos autônomos e hospedagem completam o restante da lista.

“Assim como as empresas de comércio eletrônico, as companhias de mídia social estão se empenhando em capturar cada vez mais a atenção do consumidor com novas ofertas de serviços como conteúdo exclusivo e original, eventos esportivos ao vivo, realidade virtual e aumentada, serviços educacionais e criptomoedas”, analisa o sócio líder do setor de tecnologia, mídia e telecomunicações da KPMG no Brasil, Dustin Pozzetti.

CEOs da Google e da Tesla são os principais visionários

O estudo ainda apontou os principais executivos visionários de inovações tecnológicas da atualidade na visão dos millennials (pessoas nascidas entre os anos 80 e o fim dos anos 90) e dos líderes do setor de tecnologia. Entre os empresários, o CEO da Google, Sundar Pichai, ocupou o lugar mais alto da lista, seguido pelo CEO da Tesla e da SpaceX, Elon Musk.

Já entre os millennials, a principal figura citada foi o empresário Elon Musk, seguido pelo CEO da plataforma de comércio eletrônico Alibaba, Jack Ma, em segundo lugar. Além de apontarem nomes como Bill Gates (Microsoft), Mark Zuckerberg (Facebook) e Tim Cook (Apple), eles também identificaram os CEOs da Huawei, Ren Zhengfei, e da Xiaomi, Lei Jun como os principais líderes de inovações tecnológicas do mundo.

"Saber quem são esses visionários, bem como as principais características e os estilos de liderança, ajuda as empresas de tecnologia a entender melhor os interesses e as expectativas da força de trabalho composta por millennials, os líderes de amanhã. No futuro, eles poderão desenvolver interesses e atributos semelhantes a esses líderes”, analisa o sócio-diretor do segmento de tecnologia da KPMG no Brasil, Felipe Catharino.

A pesquisa da KPMG também perguntou aos executivos quais são os aplicativos que eles mais utilizam. A principal escolha dos empresários, em primeiro lugar, foi o site de busca Google e o navegador Google Chrome. As redes sociais dominaram o restante da lista com o Facebook, Instagram e YouTube entre as principais plataformas utilizadas pelos líderes de tecnologia, seguidas pelo Twitter e WhatsApp empatados na quinta posição. 

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Tecnologias emergentes têm o potencial para impulsionar o progresso humano

Nossas vidas serão transformadas, com cidades sensitivas, mobilidade conectada e robôs que se tornarão cada vez mais comuns em nosso dia a dia, aponta pesquisa da Dell

A Dell Technologies lançou a pesquisa Future of Connected Living , que explora como as novas tecnologias transformarão nossas vidas até 2030. Realizado em parceria com o Institute for the Future (IFTF) e a Vanson Bourne , o levantamento conta com a participação de 4.600 líderes de negócios, de mais de 40 países, e os resultados detalham um futuro cheio de oportunidades, uma vez que as tecnologias emergentes têm o potencial para impulsionar o progresso humano no mundo.

No Brasil, 92% dos líderes empresariais afirmam que devem utilizar novas tecnologias para antecipar as demandas dos clientes e gerenciar os recursos necessários para atendê-las; enquanto 95% deles acreditam que essas tecnologias vão melhorar a colaboração e o trabalho. Por outro lado, 82% destes mesmos executivos admitem que a transformação digital deveria ser mais ampla em suas organizações, abrangendo mais as operações e os negócios.

O IFTF e um grupo global de especialistas preveem que novas tecnologias - como Edge Computing, 5G, Extended Reality, Inteligência Artificial e Internet das Coisas - vão provocar cinco grandes mudanças na próxima década:

• Realidade em rede: O ciberespaço se tornará uma camada sobreposta à nossa realidade conforme nosso ambiente digital se estende para além das televisões, smartphones e outras telas.

• Mobilidade conectada e questões em rede: Os veículos de amanhã serão essencialmente computadores móveis. Eles nos levarão aonde precisamos ir ao mundo físico, enquanto acessamos os espaços virtuais.

• De cidades digitais a cidades sensitivas: As cidades ganharão vida com sua própria infraestrutura em rede de objetos inteligentes, sistemas autônomos de relatórios e ferramentas analíticas com Inteligência Artificial.

• Agentes e algoritmos: Cada pessoa terá o apoio de um "sistema operacional para viver" altamente personalizado, com capacidade de antecipar necessidades e apoiar proativamente atividades diárias.

• Robôs com vidas sociais: Os robôs se tornarão nossos parceiros na vida, melhorando nossas aptidões e habilidades. Os robôs estarão conectados em uma rede, para compartilhar novos conhecimentos, pensar em inovações em conjunto e acelerar o progresso em tempo real.

Esses movimentos gerados pela tecnologia poderão desafiar as pessoas e organizações que são resistentes a mudanças, de acordo com a pesquisa. As organizações que desejam usar o poder das tecnologias emergentes deverão agir para efetivamente coletar, processar e implementar dados a fim de acompanhar a rápida inovação. A privacidade de dados é indicada como o principal desafio social para 83% dos líderes de negócio no Brasil. Cibersegurança aparece em segundo mais importante para 61% dos respondentes brasileiros da pesquisa.

O trabalho para essa mudança

Muitas empresas já estão se preparando para essas mudanças. Um exemplo é o preparo da força de trabalho: de acordo com a pesquisa, 70% dos respondentes acreditam que as empresas estão desenvolvendo sua força de trabalho interna, ensinando habilidades digitais e programação para seus empregados.

A mão de obra especializada ainda é um desafio. Apesar de 51% dos líderes brasileiros acreditarem que a próxima geração de trabalhadores vai criar uma disrupção profissional - por conta do seu comportamento digital - apenas 30% deles acreditam que terão dificuldades para gerar oportunidades iguais para diferentes gerações de trabalhadores, quase metade da média mundial (58%). O que explica essa posição é a crença no potencial das novas tecnologias, que devem ser utilizadas para criar oportunidades equivalentes ao remover os preconceitos humanos em momentos de decisão, como acreditam 85% os líderes brasileiros.

Metodologia

Para realizar essa pesquisa, o IFTF se baseou em seu estudo sobre o futuro do trabalho e da tecnologia ao longo da década, na mais recente pesquisa da Dell Technologies e em entrevistas com especialistas de todo o mundo. "The Future of Connected Living" é a terceira e última parte de uma série de pesquisas, que inclui também as pesquisas The Future of the Economy e The Future of Work , ambas lançadas em 2019.

 

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