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O que é hiperautomação e por que sua empresa precisa prestar atenção nisso?

Conceito significa a combinação de tecnologias e conhecimentos para tornar o processo de trabalho automatizado, atendendo às reais necessidades dos modelos de negócio das organizações

 

Mário Neto (*)

A consultoria Gartner publicou no final de 2019 um relatório sobre as tendências tecnológicas para 2020 e, em primeiro lugar, está o termo “Hiperautomação” (hyperautomation). Mas o que é Hiperautomação e por que as empresas precisam prestar atenção nisso?

Antes da definição, é preciso entender que o uso da tecnologia deve estar focado nas pessoas (people-centric), já que a tecnologia impacta diretamente consumidores, empregados, parceiros e, de forma geral, a sociedade. E, por ser centrada em pessoas, a tecnologia deve e pode assumir grande parte das tarefas de trabalho e/ou operacionais. O caminho para isso é a Hiperautomação.

Hiperautomação é a combinação de tecnologias e conhecimentos de que as empresas precisam para tornar o processo de trabalho automatizado, totalmente voltado para tornar o modelo do negócio ágil como ele deve ser. O termo engloba as ferramentas, métodos e a própria automação, desde o momento do descobrimento do processo, passando pela análise, design, automação, medição de desempenho, monitoramento e, quando preciso, reavaliação.

Um conjunto híbrido entre ferramentas de automação de processos (RPA), Machine Learning, Inteligência Artificial e iBPMS (ferramentas de gerenciamento de processos de negócios inteligentes, como o Enate, por exemplo) permite que o processo de entender e desenvolver automações atenda às reais necessidades do modelo de negócio e traga mais valor e resultado para a empresa.

É importante notar que Machine Learning e Inteligência Artificial são essenciais para a Hiperautomação, já que muitas vezes a automação por si só não é capaz de solucionar os problemas durante o processo a ser automatizado, muitas vezes complexos e precisando de adaptação a comportamentos diferenciados.

Ao usar as ferramentas da Hiperautomação, a empresa acaba se tornando cada vez mais focada nos modelos e, por isso, é importante que o processo de descobrimento, design e desenvolvimento leve em conta também ferramentas de aprimoramento da qualidade do processo, como, por exemplo, Lean Six Sigma.

O recado do relatório da Gartner é que a Hiperautomação é inevitável e as organizações vão precisar identificar e automatizar todos os possíveis processos de negócio, de forma ágil, usando as ferramentas certas, tornando as operações e processo ágeis para poder competir em um mercado cada vez mais focado em facilitar as interações e entender as pessoas.

(*) Desenvolvedor e especialista em automação de processos da NextTrends

 

 

 

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Como levantar recursos no mercado sem fazer empréstimos

A gestão de ativos judiciais, isto é, a compra e venda de processos, traz numerosas vantagens se compararmos com outras formas de captação de dinheiro

 

Rodrigo Valverde (*) 

Assim como os avanços tecnológicos acontecem de forma acelerada, a cada dia que passa aumenta o número de fintechs que proveem serviços para otimizar o sistema financeiro por meio da tecnologia, e um movimento similar é percebido no Direito. 

Trata-se das legaltechs, que são empresas que unem o Direito e a Tecnologia para fornecer serviços jurídicos. Entre os mais diversos serviços oferecidos por estas empresas, um específico vem chamando a atenção do mercado: o de gestão de ativos judiciais, também conhecido como compra e venda de processos.

Estas empresas compram com desconto processos judiciais de pessoas jurídicas ou físicas e assumem o crédito judicial. A ação em andamento seguirá até a decisão final e toda a burocracia envolvendo um processo judicial - como prazos, novos documentos, audiências e recursos - ficam a cargo das legaltechs, assumindo também os riscos financeiros.

Esta é uma maneira que muitas empresas, além das pessoas físicas, buscam cada vez mais como uma forma de levantar recursos no mercado sem pagar taxas elevadas em um financiamento com os bancos. As gestoras de ativos judiciais podem assumir ainda uma carteira de ações judiciais, recorrentes ou não, de qualquer natureza, oferecendo mais controle e previsibilidade aos departamentos jurídicos.

O objetivo das legaltechs é dar liquidez para estes ativos, gerando fôlego ao negócio e, consequentemente, auxiliando no desenvolvimento da economia. Já os gestores podem focar no core business e fazer frente a novos investimentos.

As vantagens de utilizar o setor de gestão de ativos judiciais são inúmeras se compararmos com outras formas de captação de recursos no mercado e torna-se importante um aliado no universo financeiro corporativo. Se sua empresa entrar no negativo, por exemplo, vai pagar alto por isso. A taxa média de juros cobrada no cheque especial é de 302,5% ao ano, de acordo com o Banco Central (BC). 

Por outro lado, o mercado vem acompanhando o recuo na taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 4,25% ao ano, e teoricamente os juros dos empréstimos deveriam seguir este movimento, mas a realidade é que muitas empresas pagam caro para levantar dinheiro no mercado e buscam outras formas de financiamento.  De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), o Brasil foi recorde na captação de recursos em 2019, somando R$ 346,2 bilhões.  

O dado expõe a necessidade das empresas de levantar recursos e mostra que elas estão se movimentando e buscando a diversificação na forma de obter o crédito. Ao invés de elas perderem dinheiro com os juros dos empréstimos, elas poderiam simplesmente fazer um levantamento da carteira de ativos judiciais e vendê-la para os fundos de investimentos especializados em compra de ações para levantar dinheiro no mercado e se livrar deste passivo.  

Dinheiro parado nas ações judiciais 

O fato é que há muito dinheiro parado nas ações judiciais e que se resgatado poderia ajudar muitas empresas a fazer novos investimentos, pagar dívidas ou fazer a gestão adequada do caixa. Dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que mais de 2,3 milhões de ações estão paralisadas aguardando decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) ou do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O volume total de processos é de 80 milhões no Brasil.

Esta enorme quantidade de processos na Justiça cria um mercado extremamente favorável para o desenvolvimento destas empresas e de seus clientes que vendem o crédito judicial. Segundo a Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L), o Brasil contabilizava mais de 140 startups nesse ramo em 2019, contra 35 em 2017, o que significa um crescimento de 300%.

Com os dados da Justiça alarmantes, a lentidão do Judiciário e a necessidade das empresas de realizarem novos investimentos ou mesmo levantarem recursos para pagar dívidas existentes, as legaltechs expandem-se cada dia mais e tornam-se importantes aliadas no processo de desenvolvimento das companhias. 

(*) Sócio da Pro Solutti, gestora de ativos judiciais

 

 

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Como as empresas podem aumentar a segurança no uso do WhatsApp

O melhor da tecnologia deve ser empregado de todas as formas, mas sempre com a segurança em primeiro plano

(*) Guilherme Araújo        

 Vivemos uma era em que a exigência por respostas rápidas é inquestionável. Não por acaso, pesquisas apontam que o WhatsApp é a terceira rede social mais usada no mundo, com mais de 1,5 bilhão de usuários – se considerarmos outros comunicadores instantâneos, veremos que nenhum outro tipo de aplicativo de mídia social é tão popular no planeta. Nesses tempos, portanto, os mensageiros online são um ativo de comunicação acima de qualquer disputa.

O problema, porém, é que estes Apps não estão imunes às ameaças e aos riscos do ambiente digital. Na verdade, podemos dizer que o WhatsApp – quando mal gerenciado – pode ser uma grande porta para ataques maliciosos voltados ao roubo ou sequestro de dados pessoais e das operações. De acordo com pesquisas do mercado, os aplicativos de conversas têm sido um dos principais alvos de tentativas de golpes e fraudes, com envios de links falsos e malwares.

Por isso mesmo, é essencial que as empresas tenham atenção ao uso dessas soluções, buscando práticas e recursos que, de fato, agreguem mais segurança à rotina de utilização de smartphones, computadores e redes. O objetivo deve ser sempre otimizar a experiência dos usuários, sem abrir mão do controle das atividades e da integridade das informações.

É importante que os líderes de negócios estejam atentos a este ponto, pois, hoje, a adoção de ferramentas de comunicação instantânea é uma ação muitas vezes negligenciada, vista como um sistema à parte da operação das empresas. Com a expansão das ações de BYOD (Traga seu próprio dispositivo, da tradução de Bring Your Own Device, em inglês) e a flexibilização dos ambientes de trabalho, é natural que os colaboradores usem seus smartphones, tablets e notebooks conectados à rede corporativa para acessar o WhatsApp e outros aplicativos pessoais.

Nesse cenário, vale destacar que estudos globais indicam que mais de dois terços dos dispositivos móveis em atividade não contam com soluções de segurança instaladas. Ou seja: eles podem ser muito mais facilmente invadidos ou clonados, gerando uma enorme chance de roubo de dados.

Outro ponto de atenção é que as redes de conversa também se transformaram em grandes fontes de informação. De acordo com relatórios especializados, mais de 80% dos brasileiros utilizam a plataforma de mensagens instantâneas do Facebook como uma forma de receber ou compartilhar notícias.

Isso abre espaço, entre outras coisas, para o avanço de fake news e, além disso, para fraudes e golpes de phishing. Assim como em nossas caixas de e-mail, somos cada vez mais bombardeados por promoções e links imperdíveis também nos mensageiros instantâneos. A diferença, nesse caso, é que esses links acabam chegando por meio de grupos e contatos conhecidos – o que implica dizer que é necessário que os usuários estejam sempre com a atenção redobrada para evitar acessos a sites falsos e maliciosos.

Evidentemente, esse não é o único risco associado ao uso do WhatsApp nas empresas. Existem dezenas de golpes circulando na Internet e no mundo real, com estratégias mais sofisticadas do que nunca. A questão, portanto, é: o que podemos fazer para mitigar essas ameaças?

A primeira resposta é trabalhar a cautela e o conhecimento dos usuários. As empresas podem melhorar os índices de segurança de dados, por exemplo, ao capacitar e qualificar seus colaboradores sobre as melhores práticas de proteção na Web – inclusive nos aplicativos de conversa. Não acessar links desconhecidos e checar bem a procedência das informações e contatos novos, por exemplo, são duas boas iniciativas.

Além da formação de uma cultura orientada à cibersegurança, no entanto, é necessário também investir no uso de tecnologia capaz de identificar brechas e prevenir os ataques, com filtros de conteúdo e firewalls que limitem o acesso de informações por meio de dispositivos não registrados ou por níveis de perfil dos colaboradores. Criar padrões de segurança específicos para a rede é vital.

Do mesmo modo, é muito válido indicar aos usuários o que eles podem fazer para aumentar a segurança do ambiente. Por exemplo: é aconselhável ativar as verificações por duplo fator nas contas, inclusive para registro de novos dispositivos. Isso evita que uma conta seja clonada e que os dados pessoais de clientes e dos próprios funcionários sejam expostos de maneira indevida.

Com a entrada da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) em vigor a partir de agosto deste ano, é vital que as companhias busquem mitigar ao máximo os riscos, identificando e corrigindo as vulnerabilidades existentes na operação. Isso exige, entre outras coisas, a análise dos procedimentos em relação aos pontos mais triviais do dia a dia, como a adoção do WhatsApp dentro da rotina dos negócios.

A transformação digital e a ascensão da Internet Móvel estão trazendo muitas vantagens às empresas. A comunicação instantânea, sem dúvida, é uma delas. Entretanto, é fundamental criar condições para que essas inovações sejam usadas para agregar valor para as operações, sem causar prejuízos desnecessários. O melhor da tecnologia deve ser usado de todas as formas, mas sempre com a segurança em primeiro plano. Resta saber quais empresas estarão preparadas para extrair o máximo da mobilidade e ao mesmo tempo criar um ambiente seguro e de alta performance.

 

(*) Diretor de Serviços da Blockbit

 

 

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