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Arrecadação de impostos do governo pode sofrer uma queda de até 40%

Para o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo, o levantamento do IBPT serve para se ter uma ideia numérica do que pode acontecer nos próximos meses 

Um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) aponta que a arrecadação de impostos no Brasil pode sofrer uma queda de até 39,3% em virtude dos impactos do isolamento social recomendado por especialistas e pela própria Organização Mundial de Saúde (OMS) como a forma mais eficaz de combate ao novo coronavírus (Covid-19). Para o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo, o levantamento serve para que se tenha uma ideia numérica do que pode acontecer nos próximos meses.

“São projeções baseadas em algumas hipóteses, mas o cenário de incerteza, como o que estamos atravessando, pode apresentar algumas surpresas. De qualquer forma, é um estudo interessante para que a gente possa ter alguma ideia numérica do impacto das medidas”, pondera Marcel Solimeo, economista da ACSP.

O levantamento considera receitas tributárias da União, dos estados e dos municípios e leva em conta projeção inicial feita pelo IBPT, de R$ 2,8 trilhões em impostos, com base nos dados do orçamento projetados pelo governo.

O IBPT estabeleceu quatro possíveis cenários para o fim do período de isolamento, que começou em 18 de março em muitos estados e determinou o fechamento do comércio de maneira geral, exceto estabelecimentos considerados como serviços e atividades essenciais à população, como supermercados, serviços de saúde, transportes, farmácias e postos de combustíveis, por exemplo.

Pela projeção, se o isolamento for encerrado no fim de abril, a queda na arrecadação será de 26,49%; se for em maio, 32,38%; caso ocorra em junho, 35,35%; na ocorrência de o confinamento ser finalizado apenas em julho, o tombo seria de 39,32%.

“A situação é por demais preocupante, pois os governos estão injetando dinheiro na economia para mitigar os problemas causados pela crise sanitária e a queda sensível de arrecadação, em qualquer dos cenários, causará no mínimo uma recessão”, afirma o coordenador de estudos do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral.

O estudo do IBPT aponta ainda as quedas médias por esfera de governo, isto é, federal, estadual e municipal. Além de detalhar os meses de maiores perdas na arrecadação, com destaque para agosto, caso haja um isolamento até o fim de julho, podendo atingir até 70% naquele período.

O levantamento fez também uma estimativa com cálculo de perdas diárias e mensais: se o isolamento acabar em abril, perda média mensal será de R$ 78,01 Bilhões, equivalente a uma perda diária de R$ 2,57 bilhões; em maio, a perda média mensal será de R$ 95,41 Bilhões, equivalente a uma perda diária de R$ 3,14 bilhões; em junho, a perda média mensal sobe para R$ 104,18 bilhões, equivalente a uma perda diária de R$ 3,42 bilhões; em julho, a perda média mensal será de R$ 115,86 bilhões, equivalente a uma perda diária de R$ 3,81 bilhões.


 

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Startup tira dúvidas sobre os benefícios do INSS relacionados ao COVID-19

O site Previdenciarista esclarece as principais dúvidas sobre os benefícios por incapacidade relacionado ao coronavírus

A pandemia internacional decorrente da propagação e contaminação do Coronavírus (COVID-19) afeta diretamente a vida coletiva. O crescente número de contaminados e vítimas fatais do novo vírus exigiu a adoção de medidas de prevenção e enfrentamento por parte dos estados e da população em geral, alterando de forma significativa a rotina diária dos cidadãos.

Neste cenário, é preciso estar por dentro dos protocolos de prevenção e combate emitidos pelas autoridades. O site Previdenciarista (https://previdenciarista.com) - plataforma na área previdenciária, que possui uma série de ferramentas para otimizar a rotina do advogado - esclareceu as principais dúvidas sobre os benefícios por incapacidade relacionado ao (COVID-19). Confira:

Quando as novas regras passaram a valer?

- No dia 19 de Março de 2020 o Ministério da Economia publicou portaria  estabelecendo diretrizes sobre o atendimento aos segurados e beneficiários do INSS no período de enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente da pandemia do Coronavírus.

Quais são os direitos?

- No que respeita à qualidade de segurado daqueles contaminados (e isolados) pelo Coronavírus (COVID-19), a lei prevê que na hipótese de o trabalhador, segurado do INSS no momento da contaminação pelo novo vírus, necessitar de isolamento/quarentena, sua qualidade de segurado será mantida em todo o período em que estiver isolado, e se estenderá por 12 meses após a segregação.

- Mesmo que o segurado não esteja acometido da doença , a Lei define que não é razoável tirar (ou não conceder) a proteção social desse trabalhador, deixando-o desamparado pelo período em que estiver isolado, de acordo com as medidas adotadas pelas autoridades responsáveis.

Pessoas com a doença tem direito ao auxílio-doença?

- Outro direito é a concessão do auxílio-doença para pessoas com a doença, entendido como instrumento de prevenção de risco (a terceiros), sobretudo colegas de trabalho e vítimas potenciais de contaminação por vírus.

 

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Sonda cria suíte de aplicativos fiscais e de comércio exterior

Soluções atendem demandas de empresas de todos os portes. Algumas foram desenhadas em parceria com os próprios clientes, em regime de cocriação.

 

A Sonda, provedora latino-americana de serviços de TI, desenvolveu uma suíte de aplicativos com soluções fiscais e de comércio exterior. O processo de criação levou dois anos em Pesquisa e Desenvolvimento e segue a tendência brasileira de propor um fisco cada vez mais digital.

Os aplicativos automatizam e atendem o maior número possível de demandas de pequenas, médias e grandes empresas e alguns foram desenvolvidos em parceria com os próprios clientes, em formato de cocriação.

"A Sonda é referência em desenvolvimento de software pelo histórico de mais de 20 anos de atuação da antiga Procwork. Evoluímos o que já tínhamos dentro de casa, combinando softwares campeões de mercado com novas propostas focadas em facilitar o trabalho das empresas. Assim nasceu a nossa suíte de aplicativos", explica Caio Silva, vice-presidente de Aplicativos da Sonda.

Mesmo grandes operações, com estruturas complexas, atingiram mais de 90% de automação em suas obrigações fiscais com a utilização dos aplicativos. "Esse índice demonstra mais produtividade e capacidade de mitigação de riscos para as empresas, mas foi possível atingi-lo somente porque o desenvolvimento das soluções focou no usuário, com interface intuitiva e de fácil uso. Esse diferencial contribui para a adoção das ferramentas dentro do cliente", explica o executivo.

A suíte é composta por quatro softwares. No segmento fiscal, o Comply atua como ferramenta de governança e compliance fiscal, enquanto o Comply Analytics exerce a função de inteligência de mercado, exibindo os dados via Power BI, com painéis segmentados por necessidades específicas, navegação com poucos cliques, 25 indicadores e flexibilidade de utilização.

Complementando a área fiscal, o Gallery integra a suíte com análise efetivada por meio de processamento em tempo real, gráficos e KPIs, apuração de impostos e demais obrigações, em uma única interface. Ele é totalmente integrado aos sistemas de gestão empresarial e ao TDF, plataforma de gestão fiscal da SAP.

Já para o setor de comércio exterior, o aplicativo CE+ reúne as funcionalidades de importação, exportação, câmbio, drawback e Siscoserv, com a vantagem de estar disponível em inglês, espanhol e português. "É uma solução madura e certificada pela SAP para gerenciamento de tudo o que envolve comércio exterior e já conta com 120 clientes, de agronegócio, varejo, oil & gas e manufatura", comenta o vice-presidente de Aplicativos da Sonda.

Os aplicativos completam a suíte ao se unirem com o TP One, que gerencia e regula o preço das operações de exportação de empresas com domicílio no Brasil, e ao Comply e-Docs, software de mensageria NF-e, NFS-e e CT-e. Todos os aplicativos funcionam como serviço (SaaS).

O mercado brasileiro de software é o nono maior do mundo. A última pesquisa publicada pela Associação Brasileira de Empresas de Software revelou uma movimentação de R$ 10,67 bilhões, em 2018, mas apenas 21% desse total foram soluções desenvolvidas no mercado doméstico. Todos os softwares da Sonda, informa a empresa, foram desenvolvidos no Brasil.

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