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Pagamentos por aproximação devem atingir 14,7 milhões de usuários em 2020, no Brasil Destaque

Pagamentos por aproximação devem atingir 14,7 milhões de usuários em 2020, no Brasil

A popularização desse método deve ocorrer com os pagamentos instantâneos, um sistema que está sendo desenvolvido pelo Banco Central

O uso do dinheiro em espécie nas transações comerciais deverá diminuir drasticamente no País. Algumas tecnologias que começam a decolar no Brasil vêm colaborando para isso. É o caso dos pagamentos mobile por aproximação, realizados via Near Field Communication (NFC), técnica que permite a troca de informações sem fio entre dois dispositivos próximos um do outro. Na prática essa tecnologia já funciona nas estações de metrô do Rio de Janeiro e em algumas linhas de ônibus de São Paulo.

De acordo com relatório do eMarketer sobre pagamentos mobile na América Latina, o número de usuários de pagamento mobile por aproximação deverá atingir 14,7 milhões em 2020, no Brasil. Outro dado do documento é que 14,5% da população brasileira que possui smartphones já realizou algum pagamento mobile por aproximação, empatando com a Argentina, onde a penetração também alcança 14,5%. No entanto, é importante salientar que o Brasil é o único na América Latina onde Samsung Pay, Google Pay e Apple Pay estão todos presentes.

Segundo Ralf Germer, CEO e cofundador da PagBrasil, fintech especializada no processamento de pagamentos para lojas de e-commerce, muitas máquinas de cartão de crédito já aceitam essas funcionalidades e trabalham no aprimoramento tanto das tecnologias NFC quanto de QR Code. A segunda nada mais é do que um código de barras bidimensional, que pode ser facilmente escaneado usando a maioria dos telefones celulares equipados com câmera. “Boa parte das máquinas da Rede, por exemplo, já contam com NFC. A Cielo, por sua vez, já oferece pagamentos com QR Code para alguns bancos e aplicativos, como o Agibank, Banco Original, PicPay, entre outros”, exemplificao executivo.

A China é o país com maior número de usuários de pagamento por QR code, onde os aplicativos Alipay e WeChat Pay dominam o mercado. Além disso, de acordo com o relatório global sobre pagamentos mobile do eMarketer, enquanto a penetração dos pagamentos mobile na China é de aproximadamente 80% - e deve alcançar 83,6% até 2023 – no restante do mundo é de 19,5%. A expectativa é chegar a 26,4% até 2023.

Na opinião de Tom Canabarro, CEO da Konduto, o que vem impulsionando o uso dos pagamentos por aproximação é o fato de ele ter virado o “queridinho” de gigantes do setor, como Mastercard e Visa. Mesmo concorrentes, essas bandeiras já fizeram até campanhas juntas para promover a novidade. “Todos os novos cartões de bancos tradicionais, como Itaú, Bradesco e BB, e de fintechs, entre elas Nubank e Banco Inter, já estão vindo com essa tecnologia de um ano e meio para cá”, salienta.

 

Segurança e popularização

 

A popularização desse método de pagamento deve ocorrer com os pagamentos instantâneos, um sistema que está sendo desenvolvido pelo Banco Central que permitirá que as transações ocorram em tempo real entre instituições financeiras. Em 2021, na segunda fase do projeto, o Banco Central deve liberar os pagamentos instantâneos via NFC. Isso permitirá maior adesão de usuários, já que muitos cartões não são aceitos pelas principais carteiras digitais. Além disso, o QR Code também deve se popularizar com os pagamentos instantâneos, pelo fato de as transações não estarem limitadas somente entre usuários da mesma carteira digital.

 Os especialistas no assunto consideram os pagamentos por aproximação via RFC e QR Code muitos seguros.  No caso do NFC, a tecnologia usa um sistema de criptografia que muda a cada transação. Como a transmissão de dados é feita em mão única, o aparelho receptor não tem acesso a informações confidenciais, como senhas.  No QR Code o valor é exibido na tela do smartphone e confirmado pelo usuário – muitas vezes por meio da impressão digital, nos aparelhos que têm a função habilitada. Além de prático, esse método evita pagamentos duplicados e reduz o risco de fraude.

 

No entanto, nenhum meio de pagamento está totalmente livre de golpes, alertam os especialistas.  “Recentemente vimos fraudes com os cartões contactless, onde fraudadores aproximavam máquinas de cartão das carteiras das vítimas para efetuar um pagamento fraudulento. Como compras abaixo de R$ 50,00 não precisam de senha, a transação era confirmada imediatamente”, argumenta o CEO da PagBrasil.

 

Segundo Tom Canabarro as fraudes envolvendo o NFC vão das mais simples, como aproximar um servidor da carteira da vítima sem que ela perceba, até as mais engenhosas, como uma que consegue “simular” o criptograma do cartão digital em um segundo dispositivo. No Reino Unido, descobriram uma forma de burlar o limite estabelecido pelas bandeiras para compras por aproximação sem senha. Lá é 100 libras.

 

As tecnologias NFC e QR Code deverão trazer vantagens tanto para os usuários quanto para os lojistas, por reduzirem os custos nas transações e permitir confirmações imediatas. “Um ambulante que vende sorvete na praia e recebe o pagamento com um QR Code no seu celular pode aumentar suas vendas, sem depender necessariamente das máquinas de cartão, que possuem taxas de transação”, cita o executivo da PagBrasil

 

 

 

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