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As empresas não têm estratégia de gerenciamento de crise

As empresas não têm estratégia de gerenciamento de crise

Estudo indica que muitas delas enfrentaram até quatro crises em cinco anos

A KPMG e a Bites Consultoria realizaram um estudo para entender e avaliar o quanto as empresas estão preparadas para prevenir uma crise.

Para esse levantamento, foram entrevistado cem executivos de empresas nacionais e multinacionais com o operação no mercado brasileiro.

Denominado Prevenção e Gestão de Crise no Mundo Corporativo, o estudo compreende ainda a análise de 50 casos de conhecimento público, em oito setores diferentes: tecnologia, mídia e telecomunicações, agronegócio, consumo e varejo, serviços financeiros, mercados industriais, energia, healthcare & Life Sciences, governo e infraestrutura.

O resultado mostrou que, das empresas analistas, 45% afirmaram não ter uma política de gerenciamento de crises estruturada. Mas 41% delas indicaram  ter enfrentado de duas a quatro crises nos últimos cinco anos.

Além disso, 47% revelaram que o tempo médio de duração das crises foi de 30 dias, sendo que 45% delas afirmaram que há um alto risco de exposição a problemas causados a partir de ações ocorridas em redes sociais.

Com relação ao tempo de duração uma crise, a pesquisa mostrou que, para 33% das empresas, foi superior a 90 dias.

Para 15%, o fator determinante que acaba provocando a crise refere-se à imagem e à reputação. Outros 13% citaram as falhas de segurança em TI ou ataques cibernéticos.

O descontrole financeiro, desastres naturais ou acidentes ambientais foram apontados por 12% das organizações.

“As empresas precisam lidar com a crise e, para isso, o melhor caminho é a implementação de uma governança corporativa e gerenciamento de risco. Porém, ainda vemos que 42% das companhias não têm uma política estruturada de Gestão de Crise. Então, o melhor é, em alguns casos, designar essa função a uma auditoria interna”, afirma Luís Navarro, sócio-diretor e líder de Gestão de Crises da KPMG no Brasil.

Fraude e Corrupção como principais motivos de crise no varejo

De acordo com o estudo, o setor mais vulnerável é o de consumo e varejo. Entre os anos de 1999 e 2018, os principais motivos de crise foram: corrupção, fraude, denúncias de trabalho escravo e Recall.

Outros setores com mais ocorrência foram os de tecnologia, mídia e telecomunicações. Dentre as questões desencadeadoras estão os ataques cibernéticos, corrupção, falhas de sistemas e exposição negativa na mídia.

Receio de sofrer um ataque cibernético

O receio de sofrer um ataque cibernético motivou muitas empresas a realizarem investimentos de segurança nessa área.

Segundo o estudo, 73% buscaram soluções para não ter uma crise gerada por esse problema. Por outro lado, 15% das companhias não realizam investimentos desse tipo.

“Temos visto um aumento significativo nos investimentos em segurança da informação, mas sem estratégia, mecanismos de prevenção e gerenciamento de crises esses investimentos podem ser em vão. E a pesquisa nos mostrou que 45% das empresas participantes ainda não tem uma política de gerenciamento de crises implementada”, afirma Rodrigo Gonzalez, sócio de Technology Risk da KPMG no Brasil.

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